Terminado o CP, fiquei pensando nos vínculos entre as coisas que acompanhei nessa semana e as perspectivas educativas que há nelas.
O Campus Party não é um evento visto como pertencente ao campo da educação. Aliás, chama a atenção que não haja uma área denominada "Educação". Percentualmente, o número de mesas que abordavam diretamente esse tema foi extremamente reduzido.
Por outro lado, em meio à robótica, à música, aos blogs, ao software livre, à metareciclagem, aos designers de games, aos casemodders, etc, boa parte das atividades eram inerentemente educativas.
Eram milhares de pessoas reunidas, envolvidas em aprender mais sobre o seu hobby ou a sua atividade profissional, quebrando a cabeça junto, sapeando na palestra ao lado, se inteirando de temas que eu nunca imaginaria que poderiam estar presentes num evento em que a grande vedete é a cultura digital.
A perspectiva de manter na Rede canais de conversa e acompanhamento das sessões por tantos outros milhares de pessoas que gostariam de estar lá mas não puderam ampliou ainda mais o raio de ação do CP. A popularização de uma única palavra-chave (tag) para indexar todas as postagens sobre o evento (#cparty) e a exibição do ao vivo das entradas na Rede com essa tag em telões (veja aqui, para ter uma idéia), permitiram combinações extremamente variadas de conversações, influências, pressões, enfim, materializaram o enorme potencial de comunicação que está dado agora pelas ferramentas mais diversas. Uma busca por "#cparty", no Google, apontou, nesse momento, 104 mil entradas.
Seria fantástico ver, em outras edições, um convite mais enfático à participação de professores. A agenda "sobre" educação deveria encontrar mais espaço na Campus Party. Mas ainda que ela não esteja presente, o evento serve como uma injeção de inspiração para propor, ao longo do ano escolar, situações de genuino interesse e envolvimento com o conhecimento das coisas do mundo.
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
No inicio era assim...
Papo entre jurassicos na internet.
Marcelo Branco, coordenador geral do Campus Party, apareceu e deu seu depoimento sobre como foram seus primeiros contatos com a internet.
Direto do tunel do tempo:
Marcelo Branco, coordenador geral do Campus Party, apareceu e deu seu depoimento sobre como foram seus primeiros contatos com a internet.
Direto do tunel do tempo:
Desafio Maddog: e o vencedor é...
Compartilhar para multiplicar. Esse é o nome da animação produzida pelo mineiro Guilherme Guerra, vitoriosa no desafio Maddog. O tema, apresentado na 3a feira, era "Por que eu amo Linux".
Guilherme, que trabalha com programação e não tinha quase nenhuma experiência com multimidia, topou deixar de participar de outras atividades no Campus Party para se dedicar a produção de uma animação de 1 minuto, a ser apresentada após 48 horas. O desenho mostra uma situação de sala de aula em que a professora repreende um aluno por estar passando um CD para outros, achando que era pirata. Quando o menino consegue se explicar, ela descobre que trata-se de um cd com Linux.
Guilherme foi um dos três participantes que aceitaram o desafio, que teve inicialmente 16 inscritos. O segundo lugar ficou com Fabricio Ceolin, com o video ¨Por que Linux¨.
Guilherme usou o Inkscape para fazer os desenhos (vetoriais) e o Kdenlive para animar.
Perguntei a Maddog qual o motivo de haver tão poucos participantes num evento com tantos adeptos do software livre e com prêmios tão tentadores. Ele pondera que nem sempre a "tribo" do Linux é muito descolada em multimidia, e portanto hesitou em se aventurar. A pouca divulgação nas outras áreas do evento também foi apontada - afinal, havia grupos especificos interessados em música, video, foto, design.
Maddog ressalta que topar uma proposta indica uma abertura importante para uma aprendizagem focada e é um ótimo exercício de trabalhar sob pressão. Apostar na própria criatividade é um dos componentes importantes num desafio como esse, não só pela originalidade do projeto, mas pela formulação de soluções que sejam menos trabalhosas e auxiliem a superar as limitações de tempo e recursos da situação.
E a boa notícia é que é possível inscrever-se num desafio com o mesmo tema, promovido pela Fundação Linux, até o dia 15 de março. Mais detalhes nesse link. Quem sabe um brasileiro vence o concurso?
E aguardem: em breve, a entrevista em video gravada com o Jon Maddog!

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Blogumentário
Foi lançado na noite de sábado o "Blogumentário", documentário sobre blogs.
O filme traz uma coletânea de depoimentos de blogueiros de expressão. Vemos blogueiros que são veteranos de outras mídias, como o Marcelo Tas, Rosana Herman e Pedro Dória. Outros tem nessa mídia o seu canal de popularização, como Tiago Dória, Alexandre Inagaki, Edney Sousa, o Carlos Merigo, do Brainstorm#9, entre outros.
O filme, que entremeia de depoimentos da história pessoal do início da blogagem de cada entrevistado e reflexões inteligentes sobre as especificidades desse tipo de comunicação, constitui um bom documento de um processo de disseminação dessas tecnologias.
Ouvi dizer que já está sendo filmado o "Blogumentário II" (a missão...)
O filme traz uma coletânea de depoimentos de blogueiros de expressão. Vemos blogueiros que são veteranos de outras mídias, como o Marcelo Tas, Rosana Herman e Pedro Dória. Outros tem nessa mídia o seu canal de popularização, como Tiago Dória, Alexandre Inagaki, Edney Sousa, o Carlos Merigo, do Brainstorm#9, entre outros.
O filme, que entremeia de depoimentos da história pessoal do início da blogagem de cada entrevistado e reflexões inteligentes sobre as especificidades desse tipo de comunicação, constitui um bom documento de um processo de disseminação dessas tecnologias.
Ouvi dizer que já está sendo filmado o "Blogumentário II" (a missão...)
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